26.3.08

Ode a Cesário

Escrevi o texto abaixo em 25 de agosto de 2005 em resposta ao e-mail de Tats que informava a entrega definitiva das chaves do apartamento da Cesário Alvim ao seu proprietário. Era o fim do Kibutz mais alegre e divertido do Rio de Janeiro.



Povo amigo,

Saudade muita.
Sem dúvida, histórias não faltam, recordações também não. Fomos felizes naquele canto de Humaitá cercado de árvores tranquilas, porteiros horrorizados (hum hum), seguranças curiosos e pombos murmurantes. Fomos felizes na companhia de crianças jogando bola e gritando na hora da novela, de um bebê chorando a qualquer hora dodia, de um vovô tossindo a qualquer hora da noite e de um vira-lata latindo e respondendo ao nosso chamado. Fomos felizes na companhia de vizinhos pacientes, vizinhos importunos botando a gente pra trabalhar "voluntariamente" (hum hum), vizinhos mal educados torcendo por outros times, vizinhos reclamões e enlouquecidos. Fomos felizes ouvindo o ruído estridente do fogão capenga, o barulho de móveis arrastando (que só Fabis ouvia), o vet infalível de Tetis Rats e o silêncio misterioso do quarto dos monstros. Fomos felizes acordando e saudando osol ou a preguiça e indo dormir depois de muitas, muitas risadas e gritos de "ai, ai, meu Deus, meu Deus do Céu!". Fomos felizes dividindo conquistas e alegrias e incertezas e tristezas também, que a vida tem dessas coisas. Mas, principalmente, fomos felizes fazendo a vida valer de um jeito simples, aliás, como sempre deveria ser. Fazendo cada dia amanhecer e terminar de uma maneira especial. Fomos, sem dúvida alguma, felizes e aquelas paredes, aqueles móveis, remendados ou não, sabemdisso. E foi isso que fez seu Frank ver a Cesário nos trinques. A nossa energia, a vibração de todo mundo que passou por lá e fez a história daquele apartamento, do kibutz mais bem frequentado da cidade maravilhosa, do cantinho onde, sem dúvida nenhuma, o Rio sempre foi muito mais baiano e a Bahia, embaixo do suvaco do Cristo, sempre esteve de braços abertos aos cariocas.
Saudade, muita.
Se é triste pensar que um período tão especial de nossa vidas chegou ao fim, resta a vontade de ir em frente, mantendo a Cesário viva a cada dia desfrutado entre amigos, de uma forma simples e intensa.
Fomos felizes e, além de nossa amizade, temos esse passado em comum.
Um beijo enorme pra todo mundo.

18.3.08

Compota

Espelho, esconderijo, meu lugar. Parabéns, Compota. Já são 3 anos!

14.3.08

Feita de nuvem

Chorou tanto que virou chuva.

11.3.08

Muito bom


Haha! Ta-di-nho!

Tem mais situações caninas inusitadas aqui.

2.3.08

Onde está você

Hoje a noite não tem luar
E eu não sei onde te encontrar
Pra dizer como é o amor
Que eu tenho pra te dar

(Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini)