Ela entrou no lugar desconhecido. Pisou o chão devagar e notou que nunca havia estado ali antes. Desceu a encosta, deslizou pelo assoalho, parou um instante para conferir o terreno. O piso era mais liso, tudo era mais amplo e mais claro do que o pântano sombrio que conhecia desde a infância. Sentiu medo, lembrou de parentes e conhecidos que morreram em armadilhas e em campos minados ou foram esmagados por armas poderosas e gigantes. Ficou parada, com a dúvida cruel: seguir ou voltar? Mas a vontade de explorar novos caminhos era grande. Também, àquela altura, já estava sentindo fome. Com sorte, logo encontraria algum pedaço de pão ou de qualquer coisa que servisse para tapear o estômago. Era só ter um pouco de cuidado.
Caminhando devagar, foi parar na porta de uma caverna escura. Era uma gruta estranha, mas muito bem arejada. De lá saía um aroma diferente que abriu ainda mais seu apetite. Entrou e beliscou umas sementinhas deliciosas, sem saber que estava mordendo a isca.
De pança cheia, continuou explorando o terreno, estranhando o chão de diferentes texturas e consistências. Inexperiente e já se sentindo um pouco tonta, acabou se arriscando demais num enorme descampado. Estava, sem dúvida, muito vulnerável aos inimigos. Quando, na confusão que começava a tomar conta de sua cabeça, percebeu o perigo que corria, era tarde demais. Lá de cima, um forte jato soprou um líquido tóxico e uma verdadeira chuva ácida molhou todo o seu corpo. Tentou correr, escapar, se esconder, mas já não conseguia respirar. Estava tonta, enjoada e sufocada. Sem conseguir lutar, caiu de pernas pro ar, engrossando a estatística daquela noite. Três baratas mortas no apartamento.
Caminhando devagar, foi parar na porta de uma caverna escura. Era uma gruta estranha, mas muito bem arejada. De lá saía um aroma diferente que abriu ainda mais seu apetite. Entrou e beliscou umas sementinhas deliciosas, sem saber que estava mordendo a isca.
De pança cheia, continuou explorando o terreno, estranhando o chão de diferentes texturas e consistências. Inexperiente e já se sentindo um pouco tonta, acabou se arriscando demais num enorme descampado. Estava, sem dúvida, muito vulnerável aos inimigos. Quando, na confusão que começava a tomar conta de sua cabeça, percebeu o perigo que corria, era tarde demais. Lá de cima, um forte jato soprou um líquido tóxico e uma verdadeira chuva ácida molhou todo o seu corpo. Tentou correr, escapar, se esconder, mas já não conseguia respirar. Estava tonta, enjoada e sufocada. Sem conseguir lutar, caiu de pernas pro ar, engrossando a estatística daquela noite. Três baratas mortas no apartamento.

Um comentário:
como vai o carnaval a'i?
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