Entre os muitos mistérios que sustentam a nossa existência, sem dúvida o tempo é um dos mais intrigantes. De fato, há muito os homens tentam se relacionar com esta dimensão, procurando primeiro decifrá-la depois defini-la. Na busca por essa compreensão, criou parâmetros para racionalizar a prisão que o tempo nos impõe esforçando-se inutilmente para aprisioná-lo entre ponteiros...
Se após muitas análises chegou-se à conclusão de que o tempo é a sucessão de horas, dias, meses, anos... que envolve a noção de presente, passado e futuro, não seria exagero afirmar que meu pai, sempre sensível e à frente do seu tempo, através de uma idéia genial, conseguiu, sim, parar os ponteiros e dar-nos de presente o que nossa memória seria incapaz de fazer. Nos libertou das amarras do modo indicativo, registrando em fitas K7 pérolas de nossa infância. Nos presenteou com a relíquia mais valiosa: a possibilidade de reviver situações e sentimentos, com a urgência de uma infância doce como Caramelo, o palhaço. Egocentrismo, vaidade, mas sobretudo, pureza, se misturam no decorrer das gravações das “meninas” que Mila e Moina tanto queriam ouvir cantar. A curiosidade, as delícias do aprendizado, a inocência de quem muito desconhece, os primeiros brinquedos, tias e colegas, está tudo gravado. Sensações há muito esquecidas como a ansiedade da primeira viagem de avião, a alegria das festas de aniversário e dos presentes de Natal, a surpresa causada pela união das primeiras letras. Entre muitos “Atirei o pau no gato”, “Adeus meu jardinzinho”, “Ai lili ai lo”, se ouve a voz (linda!) do responsável por tudo isso, como um mediador das birras de criança, incentivador dos talentos naturais, ele próprio demonstrando o seu maior talento natural: o de ser pai. Com esforço, no background desta atmosfera feliz, sente-se mais do que ouve-se a voz sempre forte e decisiva de minha mãe, e o latido de nossa amada Pritty, completando a realidade de nossa família.
Se para o tempo não há stop, Moina e eu temos o privilégio de poder apertar o play e rebobinar a fita quantas vezes quisermos. Este Cd é o reconhecimento do esforço de meu pai e a tentativa de prolongar estes registros, graças à tecnologia alcançada justamente com o passar de nosso ilustre (des)conhecido... o tempo.
Mila
Dezembro, 1999.
Se após muitas análises chegou-se à conclusão de que o tempo é a sucessão de horas, dias, meses, anos... que envolve a noção de presente, passado e futuro, não seria exagero afirmar que meu pai, sempre sensível e à frente do seu tempo, através de uma idéia genial, conseguiu, sim, parar os ponteiros e dar-nos de presente o que nossa memória seria incapaz de fazer. Nos libertou das amarras do modo indicativo, registrando em fitas K7 pérolas de nossa infância. Nos presenteou com a relíquia mais valiosa: a possibilidade de reviver situações e sentimentos, com a urgência de uma infância doce como Caramelo, o palhaço. Egocentrismo, vaidade, mas sobretudo, pureza, se misturam no decorrer das gravações das “meninas” que Mila e Moina tanto queriam ouvir cantar. A curiosidade, as delícias do aprendizado, a inocência de quem muito desconhece, os primeiros brinquedos, tias e colegas, está tudo gravado. Sensações há muito esquecidas como a ansiedade da primeira viagem de avião, a alegria das festas de aniversário e dos presentes de Natal, a surpresa causada pela união das primeiras letras. Entre muitos “Atirei o pau no gato”, “Adeus meu jardinzinho”, “Ai lili ai lo”, se ouve a voz (linda!) do responsável por tudo isso, como um mediador das birras de criança, incentivador dos talentos naturais, ele próprio demonstrando o seu maior talento natural: o de ser pai. Com esforço, no background desta atmosfera feliz, sente-se mais do que ouve-se a voz sempre forte e decisiva de minha mãe, e o latido de nossa amada Pritty, completando a realidade de nossa família.
Se para o tempo não há stop, Moina e eu temos o privilégio de poder apertar o play e rebobinar a fita quantas vezes quisermos. Este Cd é o reconhecimento do esforço de meu pai e a tentativa de prolongar estes registros, graças à tecnologia alcançada justamente com o passar de nosso ilustre (des)conhecido... o tempo.
Mila
Dezembro, 1999.

6 comentários:
Dá-lhe Tio Luscas!! Eu já ouvi um pedaço das fitas, eu acho!!Se nao, de tanto vc me falar e cantar, já absorvi alguns momentos!! Legal pra caramba!
ah! por via das duvidas, fui eu, Beeeebs, que deixei o recadinho acima, viu? hahahahahaha podia ter deixado no mistério de um leitor anonimo...mas nao ia durar muito tempo! haha
Hahaha! Sempre Bebs! Minha leitora assídua! Saudade da porra de vc!
*retardatário de novo :P*
Num liga não é q eu num tenho o q fazer aí tô lendo, vem cá, se eu ficar comentando vc me dá ums pontinhos.. ó q eu faço vc ganhar dinheiro!!
Rsss... Simmm, mas tão bonitinho isso, eu tb tenho umas fitinhas dessas, eu tinha acho q dois anos e tava cantando "vou pintar um arco-íris de energia" Xuxa. Passado macabro, huuuuu! E chamando meu pai de calo, óo q lindinho, tão bonitinho...
Hahahahaha!
Esse texto é o mai lindo de todos...
Moina
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