2.3.06

Sobre a importância de ter os amigos certos II

Sexta-feira, segundo dia de folia. Estava sem saco de enfrentar a pipoca, quando Meeela me ligou convidando para uma festinha. Tudo free, numa cobertura na Barra, com vista total para a festa. Sholes. Claro que eu fui. Eu, Meeela e Filipones nos juntamos a Tia N., a verdadeira convidada. Bueno, quando chegamos na cobertura, além da vista punk para o circuito, deu logo para perceber que a noite ia ser boa. Em cima da mesa, comida, muita comida. Sem brincadeira, a coisa ia do acarajé com camarão a um patê chiquérrimo de atum, diversos tipos de pães – comi pelo menos uns dez pãezinhos delícia - e caviar. Sim, sim, sim. Isso mesmo. Caviar. Fui logo tratando de me abastecer com a iguaria e Meeela não perdoou:
- Cúia, e você gosta de caviar?!
Eu, pobre, respondi:
- Rapaz, a última vez que comi, não gostei não. Mas, é caviar, né? Tenho que aproveitar.
E assim me empanturrei tanto que mudei de opinião. O troço é bom mesmo. Enquanto nossos copos não chegavam à metade – o garçom logo providenciava uma nova Bohemia - notamos que o whisky servido ali era nada mais nada menos do que Belelack. Sim, sim, sim. Be-le-lack. O legítimo Black Label. Eu, que não bebo whisky desde que tomei juízo, arrisquei até uns golezinhos de leve, só pra dizer que bebi Be-le-lack. Pobre é assim mesmo. Tem que curtir quando tem. E foi isso que eu fiz. Aproveitei deveras. Aliás, aproveitamos. Eu, Meeela e Filipones gastamos muito bem a nossa oportunidade vip. E esse carnaval comprovou o que eu já sabia. Sem sacanagem, mas com muita tiração de onda, quem tem certos amigos, tem os amigos certos. Haha.

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