Achei outro dia essa letra que escrevi para uma melodia linda de Daniel Lopes. Mary Lee podia gravar, hein?
Estrelas passeiam sem medo no olho da rua
E bocas se encontram perdidas e cheias de lua
Paixões e problemas se espalham sem anestesia
Por veias e vias de asfalto na sala vazia
A insônia em silêncio acorda a tristeza sem gosto
E inunda a cidade o sal que escorre do rosto
Ninguém assim tão só
Atores decoram seus textos e fazem cinema
Vivendo a ilusão em capítulos, cena por cena
Na estante olhares e livros já são particípio
Lunetas em outros planetas mas velhos princípios
Na festa da esquina meninas em saltos e saias
E artistas driblando o equilíbrio entre aplausos e vaias
Ninguém assim tão só
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