27.9.05

Pânico



Tenho horror a degraus ambulantes suspensos no ar.

20.9.05

Amor de ostra

Achei esse poema em um livro perdido na queima de estoque da Grandes Autores. O poeta é um velho conhecido. Foi ele quem me salvou em outros tempos, quando eu sentia uma dorzinha insistente no coraçãozinho e andava desligada por aí. Naquela época esbarrei com “A sedução da palavra” e senti um alííívio! Sem dúvida, devo a Affonso Romano de Sant’Anna algumas horas de tranquilidade em minha vida. E acho mesmo que foi essa lembrança agradecida que me fez pegar agora o “Textamentos” e abrir na página certa. Amor de ostra. Quem me conhece sabe o porquê da identificação imediata.

Nunca soube como as ostras amam.

Sei que elas têm um jeito suave de estremecer
diante da vida e da morte.

Tens um jeito de acomodar teu corpo ao meu
como na concha.

Eu não sabia como as ostras amam
até que duas pérolas brotaram de teus olhos
no mar da cama.

18.9.05

Andiamo

Ilze!!!
Allora Io studio Italiano! Ciao, ragazza. Ci vediamo!


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12.9.05

O homem verde










Se pra existir houvesse um mapa
Ou manual de instrução
Seguia só as placas
Na justa direção

Mas se pra saber tem que ter sido
E não correr do sim do não
Pior nunca ter ido
Do que ir na contramão

O homem verde mandou passar
Olhe para os lados mesmo assim e vá

Eu prefiro disparado
O coração que se perdeu
Bateu atropelado
Mas não se arrependeu

O homem verde mandou passar
Olhe para os lados mesmo assim e vá